domingo, 30 de novembro de 2008

Sopros amorosos em dias de Inverno

Rostos paralisados em vidros partidos
Reflexos encardidos pelo entardecer.
Frases encurraladas, gritos de agonia psicológica,
Mentes que esvoaçam pelos dedos
Charcos repletos de pensamentos.

Polaridades incompatíveis,
Olhares desencontrados.
Paladares adocicados em mundos amargos.
Perdas preciosas em melancolia
Gestos exuberantes condicionados pela amargura.

Profecias encantadas pela devassidão.
Sorrisos esquartejados por amor.
Abraços aquecidos por rosas cheias de espinhos
E histórias encantadas por ventos divinos, que embalam
Corpos no seu assobio,
Espalhando amor polinizado de coração em coração.

1 comentário:

Ana disse...

Adorei babe, escreves tão bem... :) *